ESTADO COMPORTAMENTAL DO JAGUAR- O HOMEM INICIÁTICO

ESTADO COMPORTAMENTAL DO JAGUAR- O HOMEM INICIÁTICO
                Salve Deus!

                Não se pode animar o corpo se alma está ausente (Tia Neiva)
                Somos hoje, não considerando siglas, os tais templos independentes, por volta de quase mil templos em todo o planeta. Portanto, podemos considerar o contingente de médiuns por volta de milhares de pessoas que comungam o mesmo objetivo na manipulação de energia na cura desobsessiva.
                Doutrinadores e Aparás albergados em suas indumentárias executam suas funções doutrinarias num processo semiautomático onde, na sua grande maioria, não tem plena consciência do fenômeno realizado em nossos rituais.
“Sem ter a pretensão de transformar num monge ou em um robô místico vou lhe descrever as pequenas atitudes de um ativo adjunto. ” Baseado nessa frase de Tia Neiva, observamos que ela se preocupava com a integração dos três reinos de nossa natureza na vida do homem dessa doutrina.
Divisando e dividindo suas funções orgânicas, emocionais e extra-sensoriais numa condição as vezes  atemporal e multidimensional, após as conquistas de todas as suas consagrações, o médium de nossa doutrina na execução de seus ritos mediúnicos auxiliado por Guias e mentores se posicionam no etérico e conjuntamente no plano físico promovem essa transformação da energia etérica e ectoplasmática no processo de renovação e recuperação do corpo fluídico de espíritos cuja células se encontram num estado patológico.
                Não há como não admitir esse processo de cura espiritual, porém ainda nos falta uma forma mais arrazoada  de tentar imitar Tia Neiva no processo de lidar com esse sagrado sem beirar ao homem excessivamente religioso.
                Nossa relação com as individualidades ainda adota as figuras místicas e também o mesmo padrão adotados pelas religiões cristã que divinizaram os Mentores e Guias. Talvez por isso, que Tia Neiva afirmou várias vezes que não somos uma religião e sim uma doutrina.
                Considerando o aspecto técnico mediúnico cabalístico ainda tratamos os espíritos que nos assistem no mesmo padrão humano que lidamos com nossos irmãos, pais etc.
Damos a eles sentimentos nossos, tais como ciúme, sentimentos de pena e de tristeza quando veem que nós outros deixamos de cumprir com nossa missão nesse terceiro plano. Esquecemos ou não consideramos que essas individualidades habitam em um plano que o tempo não existe, dessa forma poderíamos afirmar que não há essa pressa atribuída a nós que sofremos a ingerência daquilo que denominamos tempo. Nessa mesma linha de raciocínio, conhecemos a vida e também aquilo que chamamos de morte. Trabalhamos para e também com espíritos que já estiveram encarnados nesse plano e no entanto os tememos.
Quebramos as barreiras do impossível, em nossos rituais mudamos a quantificação do que denominamos tempo, mudamos a forma e estrutura corpórea de individualidades que estão vagando no espaço ou hiperespaço, reunindo-as em nossos templos e devolvendo-lhes a consciência eterna, fazendo-as retomarem sua caminhada evolutiva original.
                Porém, diante das maravilhas que processamos no atributo de gerenciar a força da cabala, nos agarramos as coisas da terra que no mesmo interstício de nossas condição humana migramos de um ponto a outro com a mesma facilidade como quem vai lida com uma massa de bolo. E assim as vezes pensamos que essa deficiência na condição da certeza daquilo que fazemos em nosso estado inconsciente não seria justamente para cuidarmos e valorizarmos nosso tempo enquanto encarnados?
Trafegamos entre o sagrado e o profano quotidianamente ,mas ainda não conseguimos administrar o homem jaguar que existe em nós, só conseguimos sê-lo em sua plenitude enquanto estamos em nossos rituais. Aos tiramos nossas indumentárias perdemos a superforça do iniciado e voltamos a engatinhar em nosso padrão de comportamento com todos aqueles que nos rodeiam, e até os levando a sofrer por nossas atitudes.
                Tia Neiva nos ensinou o caminho a seguir, fechamos os olhos para seus ensinamentos e tampamos os ouvidos a sua voz e hoje estamos correndo o risco de nos dividirmos e mais uma vez voltar a trilhar a velha estrada.
                Gilmar
Adjunto Adelano