ADJUNTO NERANO

Salve Deus!
“Livre é o homem que considera escravo de uma grande idéia”. Essa frase está contida em uma das mensagens de Pai Seta Branca e nos arremete ao universo daqueles que acreditam na missão que lhe foi confiada.
Na oportunidade a algum tempo que fui pela primeira vez ao complexo doutrinário de São Lourenço encontrei o Mestre Carlos Magno com um pá na mão e em meio a pedras abraçado a convicção de levantar um templo cujas dimensões ultrapassasse as projeções de nosso presente e lançasse em busca do futuro dessa nossa doutrina.
Voltei novamente esse ano a São Lourenço e novamente deparei com Mestre Carlos em meio as pedras, dessa vez empilhadas e ordenadas num suntuoso e por não dizer majestoso templo que justificou as palavras que ouvi de Mestre Carlos da primeira vez que lá estive.
Na rica oportunidade que tive de ouvi-lo, senti que me falta muito para que eu pudesse me firmar e afirmar como obreiro dessa doutrina de Pai Seta Branca.
Mesmo com as marcas do tempo em seu rosto, o Adjunto Nerano demonstra uma jovialidade que me faz lembrar de uma frase que Tia Neiva disse a uma jovem que chamou Pai Seta Branca de velho:
“Minha filha, o Pai Seta Branca é um eterno jovem” 
E naquele instante diante desse Adjunto comecei a ouvir a sua história; que viera mesclada de muita luta, mas também de muita fé e no propósito único de formar um ambiente que propiciasse não só a seu povo, mas todos aqueles que ali desejassem fazer de sua mediunidade um instrumento de auxílio a encarnado e desencarnados.
Enquanto Mestre Carlos fazia sua narrativa, comecei a deixar minha mente voar nas asas daqueles que ousam buscar respostas. Sim respostas porque um homem bem sucedido na família, na vida material, intelectualizado, com tudo que um homem pode ter para se declarar realizado, conclama seus familiares e principalmente sua esposa a embarcar em tamanha obra, cuja envergadura não só faz pensar quanto ter plena certeza das dificuldades que seriam encontradas e, das mais variadas formas e intensidade.
Então lembrei de Neiva Chaves Zelaya, e as respostas serenamente foram surgindo e passei também a sentir tocado pelo desejo daquele Adjunto que em sua missão está claramente predestinado a arrebanhar os filhos do Ministro Nerano, alberga-los e sem mudar a essência da doutrina coloca-los mais perto de Deus.
Neste mês de abril, onde temos datas que remontam o descobrimento do Brasil,dia da padroeira do Brasil, Mãe de Jesus...Mestre Carlos oferecer a Jesus, Pai Seta Branca e ao Ministro Nerano mais um ponto de distribuição de forças para a cura desobsessiva. 
Ainda está em minha memória os olhos de Carlos Magno, por detrás dos óculos revelavam um brilho que somente aqueles que acreditam em si mesmo, que não criam barreiras para o novo e que sabe analisar esse novo, podem fazer. Então depois de ouvi-lo, como ousado que sou disse a Mestre Carlos:
-Meu Mestre posso estar errado, mas estás a construir para aqueles que ainda estão no espaço e se preparando para dar essa doutrina o dimensionamento exato de suas dimensões universais!
Era o que eu poderia dizer naquele momento. Me sinto orgulhoso e lisonjeado de ter tido a oportunidade de conversar com o Adjunto Nerano e com certeza agrupar e acumular experiências de um espartano, que talvez tenha conhecido o duro e árduo ambiente das Galés nos mares a singrar em busca de alcançar novos territórios , ou talvez de Carlos Magno que nos no século sétimo expandiu o território europeu.
Mas prefiro hoje ver o Doutrinador...O filho de Tia Neiva!
Parabéns por sua perseverança e por tão bela missão..
Gilmar
Adjunto Adelano,