LEI DO AUXÍLIO E CURA INICIATICA


LEI DO AUXÍLIO

                Salve Deus!
                Na década de oitenta havia no Vale do Amanhecer um Mestre irreverente , dizia ele ter sido seminarista e que a beira da morte Tia Neiva designou ao Mestre Tumuchy que fosse busca-lo onde ele estava , ao chegar ao Vale foi integrado ao trabalho mediúnico onde permaneceu até seu desencarne. Seu nome era Paulo de Paula Pessoa.
                Gostava muito de conversar com Paulo embora, com opiniões pessoais bastante controversas, sua cultura mesclava entre frases estapafúrdias e momentos de imensa clareza que me levava muitas a refletir sobre elas.
Certa feita, disse me uma frase que sábado último veio a baila quando conversa com um amigo e Mestre no templo de Amançuy em Teresina Pi.
                Paulo Pessoa me disse:
                “Eu gosto aqui da doutrina é a lei do auxílio, esses rituais litúrgicos não me atraem”
                Sabemos que Tia Neiva deixou uma frase bastante forte e que também nos leva a refletir sobre seu teor que é:
                “Veja Meu Filho! Se na lei do auxílio algo poderá mudar”
                Em nossa doutrina a lei do auxílio são os rituais de frente ou, aqueles que tem preferencialmente uma destinação bastante direta para os pacientes no que diz respeito a desobsessão.
                Quando no início da doutrina já na Serra do Ouro nos conta o Mestre Raul Zelaya que a linha de passe era a base de atendimento para os pacientes que lá buscavam socorro espiritual, fato esse também narrado pelo Mestre José Mandão em seu vídeo que está no You tube.
                Quando todos os rituais foram implantados e até hoje ficou definido que a lei do auxílio são os trabalhos de Tronos, Cura, Junção, Indução e linha de passe e este último adquire o caráter iniciático após as quinze horas quando passa a se chamar Sudálio.
O trabalho de Tronos é o ritual que necessita de muita atenção e carinho por parte de nossos médiuns pois é nosso cartão de visitas; é onde o paciente pela primeira vez é direcionado a colocar suas dores sobre a mesa da verdade, essa acolhida, verificada por um Espirito de luz; feito o diagnóstico espiritual e seu prognóstico a Entidade direciona o paciente para os outros departamentos de nosso pronto Socorro Espiritual.
                Tia Neiva após a criação da Estrela Candente por volta de 1974 a 1976 adiciona uma parte crucial em nossa doutrina, foi e é uma forma avançada de tratamento espiritual, sem ela, hoje ainda estaríamos sentindo o impacto das forças pesadas dos sofredores tanto nos pacientes quanto no corpo mediúnico. Alguns médiuns mais saudosistas relatam e sentem falta dessas manifestações pesadas e dizem que hoje além de estar mais amenos essas atuações, não se vê mais com tanta frequência pacientes chegarem esbravejando e com manifestações que beiravam a pacientes esquizofrênicos.
                Num conceito analógico nosso, por sinal ainda muito pobre, podemos afirmar que a atuação e capacitação da força iniciática e extremamente poderosa e abrangente, recursos terapêuticos curadores com técnicas de imposição do fluxo energético advindo da transformação do ectoplasma transformado, potencializado tem levado ao sofredor cujas células que formam o corpo  espiritual doente, provocam o desequilíbrio funcional das células  orgânicas do ser humano dando origem ao surgimento de doenças psicológicas e físicas justamente pelo desequilíbrio energético funcional do organismo humano.
                Fazendo uma analogia comparativa aos nossos hospitais físicos, a força iniciática ou rituais litúrgicos como afirmava nosso saudoso Paulo Pessoa, são salas de tratamento espiritual com equipamentos avançadíssimos que ainda desconhecemos ,operados por nós outros, médiuns com plexos iniciáticos, ou homem iniciado como afirmou nossa Clarividente, que tem como trunfo maior, tratar encarnados e desencarnados utilizando cada vez mais a energia emanada pelos seus plexos livres das toxinas pesadas causadas pelo álcool e drogas entorpecentes.
 Por essa pobre explanação, vemos que em nosso meio nosso corpo mediúnico, por uma forma seletiva natural, intuitiva ou orientada por nossos Guias e mentores canalizam, fazem um tipo de cultura invisível, numa forma de especialização para que esses Mestres atuem dentro dessa faixa técnica especializada de tratamento da desobsessão.
                A nossa cura espiritual hoje é realizada de forma diferenciada, ou seja, quando a obsessão ou patologia é causada por Elítrio, esse é acondicionado em duas maneiras.
Pode ser tratado imediatamente, preparado para voltar ao aos hospitais espirituais tecnicamente mais especializado para retirar as cargas densas, pesadas e recuperar seu corpo espiritual e sua cura, ou ser de certa forma acondicionado para continuar seu processo de cobrança dentro do quadro de reajuste com aquele encarnado.
A junção e indução são salas, departamentos, que complementam esse fator de cura. Temos também que admitir que os rituais mais elaborados dentro de nosso aspecto ritualístico cabalístico como Turigano, Estrelas candente e Sublimação são usinas de forças que captam e emitem energias para o planeta e também para outras dimensões espirituais, por essa razão necessitam de um contingente maior de médiuns para essa destinação.
Já os rituais de Xingu ou sessão branca são canais de alimentação energéticas em que vamos buscar a reparação de nossos plexos, fortalecendo-os para a continuidade da missão.
A lei do auxílio, além de ser um tratamento imediato para os espíritos sofredores, serve para trabalhar ,alinhar nossos plexos para a continuidade da missão.  A mesa evangélica em seus estágios como uma mesa física e outra invisível, através da fluidificação na passagem dos faróis com o passe magnético proporciona o equilíbrio energético do homem iniciado. Podemos também observar que na maioria de nossos rituais há sempre a preocupação da preservação do médium. Mesmo que ele esteja exposto a canais de energias pesadas oriundas de espíritos sofredores, existe recursos como os passes magnéticos que dá essa sustentação e limpeza de nossos médiuns, assim como as indumentárias seus aparatos técnicos como as capas que ionizam, isolam os médiuns dessas correntes pesadas. Observa se o cuidado da Clarividente com essa condição que no trabalho de junção pede se a recuperação da corrente e do corpo mediúnico dessas forças pesadas.
Sabemos que o assunto é complexo e vasto, que aos poucos o Doutrinador irá recebendo suas intuições para entender, compreender a ação das energias em nossos templos para melhor aproveitar esses recursos.
Gilmar
Adjunto Adelano