COLOCAÇÕES INQUIETANTES PERTURBADORAS


COLAÇÕES PERTURBADORAS E INQUIETANTES

            Salve Deus!
            Naquele momento estava precisando ir onde fica a imagem de Pai Seta Branca e fazer uma prece. Quando tomamos essa atitude, o pensamento que nos vem à mente é estar mais próximo em nosso lamento em forma de prece acreditar veemente que esse Franciscano personificado em um Índio boliviano realmente está a nos ouvir.
            Em nossa doutrina somos especializados na manipulação de energias por essa razão como indivíduos dotados e treinados a manipular, transmutar energias já devíamos estar acostumados com os reveses de nossos irmãos de doutrina que após um certo tempo resolve deixa-la.
Mas quando presencio uma cena dessa ou quando chego diante do Pai Seta Branca fico um pouco triste em ver ali coletes, fitas e até indumentária ali deixados simbolizando a desistência de mais um soldado em nossas fileiras.
            O primeiro pensamento que vem à mente é que aquele médium não conseguiu encontrar em nossa doutrina  o que veio buscar, ou lhe faltou forças diante da ação do carma e ele resolveu buscar em outro lugar tais forças.
Nessa hora lembro de minha condição de Doutrinador e de certa forma começo a imaginar que nossa administração doutrinária está realmente em débito com a espiritualidade e os médiuns que hoje estão chegando.
Lembrando que o aqui posto em sua grande maioria é a visão de um Mestre que foi Apará por quase quatorze anos e completando os trinta anos de Doutrina do Amanhecer mais outros dezesseis como Doutrinador.
Então conheço com certa profundidade os dois universos de nossas mediunidades o Apará e Doutrinador, assim como conheci nossos primeiros veteranos, convivi no Vale do Amanhecer enquanto Tia Neiva ainda estava encarnada. Depois de seu desencarne vi o martírio de nossos Trinos que buscou incansavelmente conduzir nossa doutrina. Fui Primeiro Príncipe Maia consagrado por esses quatro Trinos, instrutor de centúria, de sétimo , sou Subcoordenador do Trino Ajarã, portanto em sua decrescência a qual procuro honrar sem ser parcial em meus posts, por essa condição tenho conversado com grandes Mestres Doutrinadores, vários Presidentes Adjuntos e principalmente ouvindo nosso corpo mediúnico, nessa viagem é latente, certo e evidente a carência de informação e formação de nosso corpo mediúnico.
É certo também que informações distorcidas chegam ao nosso corpo mediúnico criando mitos e situações que não existem, interpretações pessoais e divergentes entre si de nosso sistema de leis e rituais, alguns Presidentes Adjuntos que usando de sua prerrogativa fazem com que alguns rituais possam ser realizados sem atender a suas condições ideais, assim como existem alguns poucos que fogem completamente a hierarquia e força decrescente, usando mesmo as leis humanas para justificar tal fato.
            Tia Neiva em sua clarividência deixou uma “essência doutrinária” que permite que a mesma seja ajustada para atender a demanda psicológica e cultural de novos aspirantes a médiuns sem no entanto, alterar a doutrina deixada por ela ou a sua essência.
Os novos médiuns que hoje chegam a nosso desenvolvimento têm uma outra visão e uma abertura psico-mediunica completamente diferente daquelas encontradas por Tia Neiva na formação da Doutrina. Hoje esses médiuns não têm mais os preconceitos voltado ao espiritismo portanto, nossa linguagem e abordagem do Amanhecer continua ainda a mesma de décadas atrás.
            A liberdade de informação e os meios de comunicação tem contribuído para essa expansão de consciência. Na contramão dessa expansão, pelas informações pré adquiridas antes de estarem com seus plexos preparados para tal, chegam em nossos desenvolvimentos e nossos instrutores não estão alinhados, preparados para responder as questões formuladas por esses novos médiuns e então eles deixam a doutrina e o desenvolvimento por não conseguirem preencher suas dúvidas e aspirações.
            O Adjunto na visão de Tia Neiva seria aquele homem quem em sua condição individualizada ou seja, enquanto Mestre, condutor daquele rebanho seria o homem iniciático, preparado para albergar, conduzir espiritualmente aquele povo que o seu Ministro lhe confiou. Portanto, o Adjunto Presidente é canalizador das energias dos Mentores que investiram muito na formação de seu povo.
            Lembrando de uma frase de Pai Seta Branca que nos diz “Comunicar sem participar” é necessário as vezes uma pequena conversa desse homem espiritualizado para redirecionar um médium que se encontra nas mais diversas formas de dificuldades a reencontrar seu caminho. Infelizmente, devido a nossa culpa em nos preparamos melhor a nível de informações, já que espiritualmente nos foi concedido essas condições, talvez falta-nos estar e buscar a intuição no emprego dessa espiritualidade, suprindo essa carência ao nosso corpo mediúnico para o que médium encontre as respostas que tanto o inquietam na doutrina e em si mesmo para continuar sua missão.
            As vezes penso que hoje tenhamos que fazer um caminho diferenciado do que fizemos...Quando aqui chegamos fomos em busca da doutrina, hoje será que não temos que fazer o inverso...Deixar a doutrina chegar até nós?
            Se não atentarmos para essa nossa caminhada e lembrar de uma parábola de Jesus que nos alerta sobre a casa dividida, teremos sempre que ver essa triste visão de chegar diante da imagem de Pai Seta Branca e ver um médium retirando suas armas  e entregando sua missão ou diante daquela água ver coletes ali dispostos simbolizando o abandono da missão de mais um irmão.
            Como não temos condições de ver se realmente aquele médium que julgamos precocemente está deixando nossa doutrina é melhor partirmos para a prevenção e nos prepararmos melhor para representar esses Mentores e Guias que nos confiou essa missão.

Gilmar
Adjunto Adelano