CONVERSA SÉRIA II



CONVERSA SÉRIA II

                Salve Deus!

                Com certeza, quando Tia Neiva e o Primeiro Mestre Sol Trino Tumuchy resolveram denominar nossa condição missionária como doutrina já previam uma possível incompatibilidade de pensamentos entre aqueles que teriam a responsabilidade de conduzi-la.
Como doutrina nosso sistema tem regras próprias, suas leis.
Ao aceitar a condição de ser um participante da Doutrina do Amanhecer, o aspirante a médium no primeiro dia que aqui chega é avisado das condições mínimas para ser um Jaguar. Entre proibições e recomendações, cuja intenção é domar, condicionar a personalidade do médium para as adversidades que ele irá enfrentar. Há de se considerar as heranças transcendentais que cada um trouxe consigo. Essa bagagem influencia a sua personalidade a medida que o médium vai desenvolvendo seus plexos e entrando em contato com suas encarnações as quais o alcançam em períodos específicos, é o que chamamos troca de roupagem.  O desenvolvimento é a forma de esclarecer nossos médiuns do impacto dessas heranças, é necessário considerar o fato de ainda estarmos nessa escola chamada Terra é que não alcançamos a condição mínima de tolerância para estar em planos melhores. Aqui estamos, para resgatar dividas, como prisioneiros de um sistema de cárcere de portas abertas pois, ainda nos é dado a liberdade, não o livre arbítrio, de escolher entre a luz ou as sombras.
A manipulação dos plexos dentro de um sistema técnico iniciático doutrinário mediúnico é justamente para poder sobrepujar as forças de diversas personalidades de tantas encarnações as quais, sempre preferiram a luz.
                Hoje como médiuns do Amanhecer temos uma assistência espiritual de Entidades que não interferem em nossas ações, assistem nosso caminhar dando-nos justamente esclarecimento e a condição mediúnica diferenciada dentro de uma força iniciática para desenvolver a cura desobsessiva que é justamente a reparação espiritual de corpos etéricos que encontram patologicamente afetados pela própria consciência, suas células ainda estão doentes havendo a necessidade que nós, em trabalhos  ou rituais específicos, transformemos ou façamos a transmutação dessas células impregnamo-las de luz e assim, essas individualidades passam a se encontrar consigo mesmo recobrando sua identidade espiritual e voltando a sua origem espiritual.
Jesus já nos adverte que precisamos deixar que a luz nos venha primeiro, alertando que um cego não conseguirá jamais guiar outro cego.
                Sabemos que temos um sistema extremamente ritualístico calcado em graus hierárquicos, o que talvez ainda não entendemos que essa hierarquia também é alicerçada em bases espirituais e os valores nelas inseridos seguem regras de modificação da personalidade aguerrida do Mestre Jaguar. O Mentor de nossa doutrina, um veterano na condução de povos, Seta Branca, o Assis já afirmava em suas mensagens transmitidas por nossa Clarividente:
                “Eu o menor dos Pais”
                “Queria ser pequenino para caber no coração dos demais”
                “Rico sou o Pai de filhos como vós que abdicam um mundo por uma doutrina do Amanhecer”
                Após o desencarne de nossa Clarividente a sustentação de nossa hierarquia veio gradativamente sendo abalada por atitudes humanas pois, todos que hoje tem envolvimento direto com essas ações sabem do prejuízo que as mesmas estão causando, muito embora, mesmo admitindo que as intenções sejam boas, os resultados têm levado a muitos a se perderem nessa caminhada. Estabelecer lado, partido, nesse sistema unificado em leis e condutas claras e romper com o próprio juramento.
                Há um fato inquestionável que está além de todas as rupturas da quebra da conduta hierárquica e da própria força decrescente que é verdadeiro e fato concreto:
                Não seguiremos para a nossa origem enquanto os últimos elos desse sistema doutrinário não estiverem juntos e livres de suas dividas espirituais.
As ações isoladas ou não resultam em atraso nessa jornada, nessa caminhada e com certeza essas atitudes serão questionadas no anfiteatro e nesse instante haverá choro e ranger de dentes e não adiantará qualquer explicação porque cada um estará diante de sua consciência eterna, onde com certeza a hierarquia hoje aqui ostentada, servirá como agravante diante das falhas e do que ficou por fazer, de perdoar ,unificar e então nessa verdade impactante nós outros com certeza amargaremos o cálice amargo do arrependimento.   
                Obedecer uma hierarquia não significa acetar atitudes esdruxulas e incompatíveis com os ensinamentos da Clarividente, mas nem por isso, deverão ser motivos para encabeçar fileiras e voltarmos as galés romanas e formar motins. As atitudes de nossos superiores “deveriam” ser baseadas no princípio evolutivo de todo o corpo mediúnico, ações voltadas e alicerçadas no cunho espiritual, a personalidade não deveria de forma alguma fazer parte dessas ações.
                Estamos caindo no que sempre pregamos em nossas instruções doutrinárias desde o primeiro dia que adentramos as fileiras dessa corporação, a mais triste de todas armas na qual Jesus sempre advertiu “Com o mesmo peso que julgais, serão julgados”, sim o julgamento, desde várias encarnações o julgamento tem feito parte de nossas existências e hoje, nesse sacerdócio estamos mais uma vez, caindo na velha estrada.
Gilmar
Adjunto Adelano
Setembra/2014