O PESO DAS CONSAGRAÇÕES


O PESO DAS CONSAGRAÇÕES

                Salve Deus!

                Cada vez mais me surpreendo com as questões intricadas que o avanço do tempo tem trazido a nós outros jaguares em função dos fatos que saem do controle dos Trinos Presidentes em nossa doutrina.
É bem verdade que segundo o pensamento original da Clarividente Neiva Chaves Zelaya o projeto original de nossa doutrina que é, gostem ou não, todos que envergam nosso uniforme, baseado na hierarquia e força decrescente.
Um outro fato  interessante é bastante duvidoso é a afirmação de médiuns dizerem em alto e bom tom que não seguem a homens e sim a espíritos em nossa doutrina. Essa afirmação se estudada sem nenhuma paixão doutrinária ou religiosa analisada a luz de nossas leis, observará que tudo quanto temos em nossa doutrina foi trazida dos planos espirituais por nossa Clarividente, é importantíssimo grifar nessa afirmação que esse “trazido” na verdade foi passado pelos executivos da doutrina e Tia Neiva traduziu em rituais, leis e ensinamentos portanto, se alguém se predispor a dizer que está aqui por Pai Seta Branca terá que inevitavelmente cumprir suas leis e Hierarquia é a que sustenta todos esse sistema.
                Uma das primeiras resoluções que os Trinos tiveram que tomar foi a oficialização do ritual que concedia nomes de Ministros, Cavaleiros e guias missionárias aos Mestres centuriões.
Essa resolução garantiu a continuidade da doutrina pois, deu condições que os Doutrinadores tivessem o nome de seus Ministros e assim pudessem expandir os templos e consecutivamente a doutrina em nossos pais.
                Após a partida de Tia Neiva o Trino Ajarã nos poderes que lhe competem começou a consagrar Arcanos. O critério adotado pelo Trino Ajarã além de sua intuição sempre foi a ficha de serviço de cada médium.
Depois que o Trino Araken voltou de sua ausência na doutrina resolveu consagrar de uma só vez mais de cem Mestres, após o desencarne do Trino Araken o Trino Sumanã resolveu consagrar também um grande número de Mestres como Arcanos. O  Trino Herdeiro Ypoarã também levou a um ritual outros tantos Mestres a uma consagração de Arcanos.
Depois desses acontecimentos o referencial desejado ao Arcano ficou um tanto quanto confuso, pois essa classificação era algo muito sublime para a Clarividente.
Essas ações como em uma reação em cadeia começou a levar uma situação complicada aos Templos do Amanhecer alguns Mestres começaram a indagar ao Trino Ajarã porque não eram consagrados, diga se de nota que são Mestres que me sua grande maioria eram Adjuntos Presidentes com uma folha de serviço e dedicação a doutrina bastante honesta e sua colaboração é inquestionável.
                Hoje diante da grande quantidade de Arcanos que temos a situação está ficando cada vez mais intrigante. Em sua lei o Arcano (pelo menos pelo plano original da Clarividente) deve ter suas regalias pela sua classificação. Para frisar isso, quando Tia Neiva classificou os primeiros Mestres a Arcanos em 1984 a 1985 , quando chegavam a fila de preparação os Mestres sentiam orgulho em deixá-los passar a frente , assim como tinham a preferência em todos os rituais.
Nos templos do Amanhecer quando chegava um Arcano era anunciado sua presença no radar, hoje essas situações estão ficando impraticáveis.
                Temos Arcanos em todos os lugares e há templos com uma dezena ou mais de Mestres e não é de espantar que entre eles hajam Arcanos...Portanto é uma situação delicada, complicada, mas existe uma coisa que muitos Mestres que foram consagrados passaram e ainda vão passar : O peso que se paga por tais consagrações...Na doutrina não se equipa um soldado e o deixa sem ter uma batalha a enfrentar... Nada é de graça.!
                Como na vida esse nada é de graça tem que ser traduzido em alguma compensação, seja ela qual for, e lembramos também uma frase de Jesus que nos leva a refletir bastante sobre nossa vida,nossa doutrina e as consagrações que recebemos...
                “Se muito é lhe dado, muito lhe será cobrado!”

                Adjunto Adelano.
Gilmar