DIA DE ANGICAL


                Salve Deus!
                Hoje dia de Angical muitos de nossos mestres já acordaram na sintonia de ir a nossos templos em busca desse ritual.
Sem dúvida a força proporcionada pela necessidade de buscar uma condição de libertar aqueles que um dia fizemos sofrer e também de libertar-se é uma situação que poderíamos dizer automática. Ela fica está marcada, gravada em nosso espírito , são como feridas em processo de cicatrização, podem estar em processo de cura, mas continua lá.
                Não há registros em nenhum segmento doutrinário ou religioso de um movimento dessa naturez,a onde espíritos são conduzidos ao ambiente espiritual e físico para seu tratamento coletivo e individual. Cada par de Doutrinador e Apará que estão juntos no templo conta uma história.
São vidas, existências eternas que estão presas na faixa da incompreensão no etérico e que tem na força de um trabalho de natureza evangélica a condição da libertação pelo perdão agregado a força da Cabala de Jesus.
                Nós outros, Jaguares deste Amanhecer desconhecemos nossa condição espiritual, ainda estamos mergulhados em um manancial de superstições, de situações que estão longe do real propósito desse povo de Seta Branca.Ao mesmo tempo que ficamos até altas horas em nossos templos, ao dirigir a parte externa do templo, encontramos pequenos grupos de mestres que juntam inconscientemente a falar  e denegrir seu irmão.
                No Angical durante o ritual a verdadeira face do homem é desvendada, e mesmo sem ver aquele espirito que ali está pedimos perdão, e necessário for naquele instante onde impera a verdade absoluta o Mestre se ajoelha e diante daquele que um dia ele fez sofrer chora silenciosamente para se libertar.
                Continua a mesma pergunta o que será que ainda nos falta para que possamos ser realmente o grande desejo de Neiva Chaves Zelaya, quando ela dizia do poder de seu filho doutrinador, desse homem que mesmo com sua vida atribulada, que sofre diante dos impactos do carma, que seu mundo emocional estando sofrido, busca ajudar a outros que acorrem a nossos templo. De Mestres que interpretam as vezes as palavras de seu irmão e as tomam como ofensa, que até nossos textos, que nada mais são que sua própria voz no desejo de gritar aos céus implorando a união entre irmãos.
Mas essa espiritualidade não tem a pressa que nós outros temos e ele, o tempo tão marcante e importante para nós, silenciosa e efetivamente nos levará de encontro a nossa consciência eterna para mais uma vez buscarmos nossa paz.
Gilmar
Teresina-outubro

2013