CONFLITOS DA INCORPORAÇÃO



CONFLITOS NA INCORPORAÇÃO


                Salve Deus!

                A palavra incorporar em sua definição literal nos diz que incorporar é juntar, associar, unir, somar uma coisa a outra.
                No mediunismo o fenômeno incorporar é mais vasto e complexo, pois estamos falando de personalidades encarnadas que através de dons ou, para nós espiritualistas, é uma condição mediúnica escolhida pela pessoa antes mesmo de reencarnar. Essa escolha está também associada com a escolha da personalidade que o espirito irá assumir aqui nesse terceiro plano, facilitando assim sua trajetória ou missão escolhida. Também é preciso levar em conta que também é um acessório ,um atributo a mais, quando bem empregado, no auxílio à outras pessoas, assim como, uma forma  de lidar com esse processo quando não entendido ou aceito ,minimizando os processos patológicos físicos, emocionais e espirituais advindo dessa não aceitação.
                O médium de incorporação é muito antigo. As primeiras informações que temos datam da época do rei Salomão. No caminhar do tempo, esse tipo de mediunidade dominou, ou comandou muitas doutrinas e religiões. Nossa Clarividente era um médium de incorporação, no início de sua missão, sem saber ou ter domínio sobre essa condição, sofreu muito até ter pleno domínio da mesma. Para testarem se Neiva estava mesmo incorporada foi queimada por charutos, assim como, sofreu bastante no início por não controlar a incorporação de sofredores.
Quando descortinou sua clarividência, pediu a Pai Seta Branca que os médiuns de incorporação de nossa doutrina fossem conscientes para assim não serem dominados por individualidades sofredores e tivessem plena consciência de “estar” durante a incorporação.
Na Doutrina do Amanhecer esse médium é conhecido como Apará, portanto esse tipo de médium também é uma criação exclusiva de nossa doutrina. O Apará é o médium que muda sua tônica energética dependendo de sua condição de homem ou mulher. O Homem é conhecido como Mestre Lua,5º Yurê ou Ajanã. Já a mulher é a Ninfa Lua, também pode ser denominada como Ninfa Lua Ajanã. A mudança na tônica energética se faz através do quantum de energia e na condição de manipular energias mais densas ou pesadas. Muito embora a condição hormonal da mulher lhe favoreça a recepção de energias mais sutis.
                Normalmente o médium de incorporação não aceita muito bem sua condição de incorporador.  No dia a dia revela alguns sintomas que podem até ser confundidos com processos psicóticos, seu humor alterado o torna difícil de se relacionar com os demais, seus desníveis comportamentais tem levado seus familiares a encaminharem para os serviço de psiquiatria e psicologia, aumentando assim as fileiras de pacientes que por terem uma carga mediúnica forte ocuparem os leitos de manicômios e salas de psicanalises.  Quando resolve procurar o mediunismo, já não primeiro dia é claramente identificado pelo Doutrinador que o conduz ao desenvolvimento. Nessa fase o Ministro que lhe assiste, empresta bônus ao médium que é usado para “pagar” seus cobradores, para que ela possa chegar ao castelo iniciático.
Esse processo durante as primeiras fases do desenvolvimento costuma ser um pouco complicado , atermando  entre momentos de grande euforia como também  tristezas e desânimo. Fica difícil para o indivíduo compreender, aceitar que tem uma outra pessoa  assumindo o controle de sua voz e movimentos enquanto está no desenvolvimento. As vezes ele aguarda que a Entidade lhe diga seu nome, ou que fale para que ele depois transmita a mensagem.
Esse fenômeno é automático, independe da vontade do médium, ao mediunizar-se ele passa a ser o porta voz das entidades que se manifestam. Embora , na maioria dos casos, consegue estar de consciente .ou semi-inconsciente durante a incorporação, ele é o agente que dá oportunidade para que as entidades possam se manifestar,comunicar, muito embora ele identifique a forma de linguagem como sendo sua, mas não é ele o agente da essência da comunicação. As complicações surgem da falta de confiança primeiro em si mesmo, diante justamente da consciência da incorporação, depois no agente ou Entidade comunicante.
Durante a comunicação que é o maior conflito entre os Aparás, o médium consegue pensar raciocinar, pensar em suas coisa, em sua vida enquanto a Entidade está comunicando.
O fenômeno é verdadeiro, sutil, incontestável porém, depende da aceitação, sem essa o conflito interno irá prejudicar sua caminha mediúnica. Lembrando meu amigo Betinho que certa feita contou me que durante o início de sua caminhada disse a Clarividente:
                -Mas Mãe! Tem uma coisa dentro mim falando!
                Tia Neiva respondeu:
                -Pois deixe Meu filho essa coisa falar!
                Pai Joaquim das Cachoeiras diante de um médium Apará em conflito com a comunicação disse:
                -Meu filho! Abra a boca que o restante a gente faz!
                E outra vez também disse:
                -Eu sou o Pai Joaquim das Cachoeiras mais um pouco do aparelho!
                Resumindo é que hoje pelas conquistas do poder iniciático que temos, as energias estão chegando de forma mais sutis gerando assim em nossos médiuns de incorporações conflitos que o levam a achar que não estão incorporados. Mas nossa doutrina trabalha com forças sutis de grandes iniciados que respeitam seus médiuns, não ultrapassam o limite que cada médium inconscientemente estabelecem, esse respeito as vezes, não entendido tem levado vários médiuns Aparás a procurarem seus Adjuntos para realizarem outro teste mediúnico.
                Lembrando que esse compromisso é transcendental, ou seja, é algo que o ser já vem equipado com ele por escolha. Mudá-lo é sempre um risco.

                Gilmar
                Adjunto Adelano
                Março -2013