REUNIÃO DE AJANÃS


A REUNIÃO DE AJANÃS

            Salve Deus!

            A década de oitenta e noventa foi um  período de afirmação em nossa doutrina, com o comando doutrinário por parte dos Trinos Presidentes, muito embora, difícil mas a essência doutrinária da Clarividente estava sendo preservada.
Um grupo de Ajanãs resolveu sob a coordenação do Adjunto Yuricy convidar os Adjuntos maiores e os trinos para no domingo de manhã fazer uma palestra no castelo de silencio.
A reunião era estritamente doutrinaria, chegou a contar mais de uma centena de Ajanãs a cada domingo e o destaque desses palestrantes ficou por conta de Mestre Bálsamo, Regente Araken. Sua condição de interagir doutrinariamente através de suas palestras era realmente mediunicamente falando perfeita.
            Em meio as esses acontecimentos alguns desses ajanãs resolvem convidar mais outros sete veteranos Ajanãs e começar uma reunião isolada para ver se os planos espirituais enviava alguma solução ou algum caminho para aliviar as tensões provocadas pelas marés turbulentas que já começavam a nos atingir.
            Os Templos do Amanhecer marcavam sua condição de expansão sob a direção do Trino Ajarã. O primeiro Mestre Sol Trino que a cada dia perdia mais espaço, o Trino Araken com seu pulso de comandante  conduzia os rituais com precisão e todo custo preserva a essência da doutrina. O Trino Sumanã em seu silencio caminha aos lados de seus pares, mas sem nenhuma expressão maior.
            Fui convidado a participar dessa reunião de Ajanãs. Na casa de um deles lá estávamos, sentia-me meio deslocado, haja visto  ali estarem os Ajanãs que eram de confiança de Tia Neiva, quase os  mesmos que certo dia os vira junto a clarividente na varanda da Casa Grande a realizar um trabalho de incorporação, onde só estava Tia Neiva e os setes Ajanãs! Depois perguntando sobre o que seria aquele trabalho, me disseram que era um trabalho que ela estava fazendo para os presidiários da Penitenciaria conhecida aqui em Brasília como Papuda.
Ao chegar ao trabalho a atmosfera era muitíssima agradável só falamos em nossa doutrina, sobre os problemas que estávamos vivenciando. Essas reuniões duraram algumas semanas, e paralelamente junto com as reuniões dominicais do castelo do silêncio. Até que um dia resolvemos pleitear uma reunião com os quatros Presidentes Triadas. Foi como jogar uma faísca a um monte gasolina! Pois o efeito explodiu como não esperávamos.
Num domingo, os outros Trinos passaram a situação para o Trino Tumuchy. Neste dia  havia o trabalho de Anodização. No Radar o Mestre Tumuchy toma o microfone e diz:
            -Meus Mestres !
            -Tem um grupo de Ajanãs pleiteando uma reunião com os Trinos deste Amanhecer!
            -Quem são esses Mestres para quere uma reunião com os Doutores deste Amanhecer!
            -Depois da Anodização um dos Ajanãs encontra o primeiro Mestre Jaguar Trino Araken na entrada do templo e o chama.
            -Mestre Salve Deus!
            -Aqui está escrito o queríamos na reunião com os Trinos!!
            O Mestre Araken toma o papel e o lê. Para pensa e diz:
            -Mas é só isso que vocês queriam?
            -Sim Mestre só isso- Respondeu o Ajanã! -
            -Isso é para o bem de nossa Doutrina!!!

            Passou se uma semana e o Trino Tumuchy nos chama em seu escritório na Casa Grande!
Estava na roupagem de prisioneiro!
Convida nos a sentar e diz:
            -Meus Mestres! Quero pedir perdão aos Senhores!!
            -Estou passando uma situação difícil, e tenho certeza é pelo mal julgamento que fiz dos Senhores! Me perdoem!

            Este episódio nos faz pensar no quanto somos frágil, o quanto um pré julgamento  pode causar em nossa coletividade que é mantida por forças mediúnicas fantásticas.
Também revelou uma das grande características de um grande doutrinador que foi o Trino Tumuchy!
Ser humilde e pedir perdão!

Gilmar
Adjunto Adelano
Fevereiro 2013