MEDIUNIDADE



MEDIUNIDADE

            Salve Deus!
            Por definição Tia Neiva era dotada das maiorias das mediunidades existentes. Como Clarividente, vivia em vários planos simultaneamente e tinha plena consciências dessa situação.
Para nossa doutrina deixou o Doutrinador e o Apará. O primeiro seria um tipo de mediunidade quase imperceptível. Sua condição de atuação dentro da condição mediúnica lhe dá um sistema de alerta máximo. Mesmo com os olhos abertos, ele percebe todo o ambiente  a sua volta, consegue analisar racionalmente as situações a sua volta e sua percepção não é alterada por sua condição mediúnica. Normalmente é dotada de intuição técnico doutrinaria bastante acentuada, quando se mediuniza, consegue falar sobre temas doutrinários até então desconhecido para ele. E tem também uma responsabilidade a mais que auxiliar a desenvolver outros tipos de mediunidade além de ser o dirigente da doutrina. Precisa decidir, coordenar e dar suporte as situações existentes tanto de ordem mediúnica quanto social e jurídica dentro do âmbito da doutrina.
            O Apará por sua vez é uma mediunidade que funciona um pouco diferente do Doutrinador. Por ser um grande captador e multiplicador de forças, as vezes acha que tem domínio de suas atividades mediúnicas, no que nem sempre é e verdade. A carta o que é o Apará de nossa Clarividente, por si só, já é um grande enigma. Portador da mensagem articulada, transmite as mensagens de individualidades das mais variadas gamas evolutivas. O complicado é que mesmo  o Doutrinador mais mediunizado pode ficar em dúvida quanto ao agente comunicante. Sua análise é mais técnica que mediúnica, pois o teor da mensagem é o ponto de definição da individualidade comunicante.
            Infelizmente estamos passando por uma forma de mecanização de nossa doutrina. O nosso livro de Lei que deveria servir como base para uma interpretação e vivencia mediúnica, serve muito mais  como agente coibidor das atividades exercidas nos Templos do Amanhecer. As ações que são exercidas fora do que está escrito no livro de leis é taxado como apócrifo, não doutrinário, não permitido.
Contam que na época do lançamento do primeiro livro de leis, surgiu um conflito da própria clarividente sobre sua real  utilidade. Ficou portanto definido  que sua presença na doutrina e como referencial seria menos prejudicial do que sua ausência. Fato esse comprovado pelas atitudes   anti-doutrinárias de muitos comandantes.
            A mediunidade deveria ser o carro mestre de nossa doutrina, pois é através dela que curamos e doutrinamos. O que infelizmente acontece é a presença de atitudes pessoais, ou da personalidade, no que deveria ser justamente o contrário, a Doutrina do Amanhecer é uma doutrina essencialmente mediúnica, cabalística, conduzida por ações espirituais, o fator jurídico ou social não deveriam fazer parte das atitudes de nossos dirigentes. Podemos afirmar sem nenhuma preocupação de errar que os problemas que hoje vivenciamos são em sua totalidade criadas e geradas por atitudes humanas que sintetizando é a busca de um poder que na verdade transcendental. Os valores pessoais, humanos  não servem como base para direção de nosso sistema doutrinário.
            Hoje fica uma pergunta inquietamente:
            “Diante de um problema mediúnico, espiritual a quem recorrer entre nossos dirigentes físicos!”
            Fica pois o silencio como resposta!

Gilmar
Adjunto Adelano
Fevereiro-2013