O FENÔMENO DA INCORPORAÇAO






O FENOMENO DA INCORPORAÇÃO
                Salve Deus!
                Ainda hoje compreender a clarividência de Tia Neiva é um tremendo desafio, muito embora após tantos anos de seu desencarne, sua obra e sua mediunidade não estão ainda bem claras para nós. Quando estava encarnada, tudo passava sob sua atenção e crivo mediúnico. Uma das parcelas que muito se beneficiava dessa condição foi o médium Apará.
                A condição de incorporar é ao mesmo tempo bastante complexa e incrivelmente simples, mas sua ação e mecânica é praticamente autônoma, dependendo somente da relação de entrega do médium com as entidades comunicantes. Incorporar, quer dizer juntar, soldar, fundir duas situações em uma só.
Essa mediunidade acontece em vários níveis e tem também inúmeras formas de manifestação,um dos fatores que determinam a intensidade ou forma de incorporar está o processo cármico e a ligação do médium com seus mentores e a missão a cumprir.
Médium , segundo o Primeiro Mestre Sol Trino Tumuchy, todos somos, estabelecemos uma ligação entre o plano físico e espiritual, somos o medianeiro, o instrumento de ligação que estabelece ligação entre o mundo espiritual, ou dimensões e nosso plano físico.
Também sabemos que missionário é aquele que tem uma faixa a ser cumprida dentro de um ambiente doutrinário ou religioso. Essa faixa pode ser cumprida espontaneamente, ou quando a necessidade ultrapassa a vontade do  médium, de certa forma, ele é forçado a procurar o mediunismo para seu equilíbrio, ajustar sua condição humana ou psicológica, pois seus cobradores podem de certa forma, estar atrapalhando sua caminhada. Também há de mencionar que seus chacras ou plexos agem em pleno desequilíbrio. Esta ação pode levar a um outro estágio que são as patologias psicológicas ou físicas. Em nossa doutrina , há uma frase que corre em nossos templos que diz o que o médium tem duas formas de entrar para o mediunismo . Pelo amor ou pela dor.
                Então chega o dia que o médium chega a nossa doutrina. Quando da forma mais difícil, ele chega sofrido, com muitas duvidas, busca muitas respostas, sua vida está desarrumada, e ai ele encontra um Preto Velho que lhe ouve, ameniza suas dores, limpa sua aura e lhe dá novas perspectivas de vida. Então ele decide entrar para doutrina.
Após o teste mediúnico, como estamos tratando do assunto incorporação, ele é  definido como um médium Apará. Hoje o nível de informações já é bastante grande, e a  maioria desses médiuns de certa forma, sabe o que vai acontecer depois da definição de sua mediunidade.
                No desenvolvimento, as palestras o esclarece sobre a doutrina,seu propósito, e então chega a hora que o instrutor fará a chamada de suas entidades.
                Esse primeiro momento é complicadíssimo para o médium Apará, pois a intercorrência entre a manifestação e o estado de sua consciência no sentido de estar, o leva a duas situações e uma espécie de confusão ,entre estar numa espécie de semi-transe e um estado de alerta que dificulta estabelecer quem está se manifestando; se é ele ou alguma entidade. Suas mãos  e braços ficam pesados, as palavras não lhe saem; ele aguarda que a entidade assuma seu corpo por completo, o que dificilmente acontece; o que pode atenuar esse tipo de confusão é os dias de desenvolvimento que ainda virão.
                Durante as primeiras semanas de desenvolvimento segundo o Mestre Tumuchy, quem assume a condição de Guia, desenvolvedor espiritual pode não ser a entidade que o acompanhará durante sua vida mediúnica. Ao ser emplacado sua parte sensorial está mais ativa, propiciando um contato mais próximo com a entidade comunicante.
                Por ser um fenômeno psíquico-espiritual os chacras do plexo solar recebem maior quantidade de sangue, empobrecendo a irrigação cerebral facilitando o transe.
                Na incorporação em nossa doutrina, as circunstancias são diferentes do incorporador usual . Primeiro ele “trabalha”, “atua” sob juramento e  dentro de uma força iniciática, dessa forma, a atuação e projeção de espíritos sofredores acontecem de forma mais branda,onde o médium sente menos a projeção e impacto da força direta, condensada dos espíritos sofredores. Já a comunicação em sua maioria das situações acontece sem a participação do médium. Nesse processo a comunicação da entidade de luz é automática, não permitindo ao Apará interferir, tanto que Tia Neiva afirmava que não há mistificação por parte dos médiuns e sim de sofredores.
Quando no trabalhos de Tronos quando Doutrinador ioniza o Apará, ele forma uma espécie de redoma, ou campo de força que une tanto o Doutrinador, o Apará e também os pacientes que ali vão passar. Esse escudo, ou campo força é mantido pela sintonia do Doutrinador, quando o Doutrinador diminui sua concentração, as energias ali contidas e emanadas podem diminuir sua frequência ou sintonia, passam a ser mais densas e por similaridade os espíritos que habitam aquela zona de frequência, que na verdade são os sofredores, e passam a entrar na comunicação, as vezes, substituindo o Preto Velho. Quando o Doutrinador consegue retomar seu padrão vibratório, ele reassume a guarda do trabalho, e as vezes é necessário fazer uma elevação daquele espirito que ali está permitindo ao Preto velho uma condição adequada para a retomada da comunicação.
Em casos extremos, onde se percebe traços da personalidade do Apará na comunicação, ainda assim é originada, ocasionada por sofredores que levam o médium Apará a interferir na comunicação.
                Hoje em virtude da corrente mediúnica do Amanhecer estar mais refinada, os Aparás, principalmente os Ajanãs estão sentido a presença de uma energia diferente, onde as incorporações tornam-se mais sutis quase imperceptíveis. Esse fato é em função da simbiose, da troca de energias e a confiança da entidade em seus aparelhos. Fato já diferente quando o médium Apará faz  sua iniciação e presença das entidades se faz sentir com mais intensidade.
Outro fato um tanto quanto complexo mais real é que o Apará cede seu corpo e toda a parte sensorial para que as entidades possam estabelecer a ligação entre o céu e a Terra. Quanto mais há mais confiança do Apará no fenômeno, maior é a presença da entidade manifestada,tanto que a relação de entrega é de suma importância para a perfeita incopração.
Continuará sempre ser um mistério a incorporação, primeiro por necessitar do elemnto humano na execução do fenômeno e também por se tratar de uma transmutação de forças a qual, depende em sua maioria do mundo espiritual.

Gilmar
Adjunto Adelano
Novembro-2012