Instruções Práticas para os Médiuns Fascículo 3



Instruções Práticas para os Médiuns
Fascículo 03


ÍNDICE
Item
Assunto
Pág
-
Índice
1
-
Prefácio do Fascículo III
2
1
O Templo do Amanhecer
3
2
A Pira
5
3
O Fluxograma do Templo
6
4
Suas energias humanas
6
5
Cura espiritual
7
6
For­ças e energias
7
7
Trabalho
7
8
Forças físicas e psicológi­cas
9
9
Recepção e emissão
9
10
Suas forças mediúnicas
10
11
A consciência das próprias forças
11
                  
                  
                  
Quisera Saber, Senhor, a cada instante,
A atitude certa a tomar,
Frente às adversidades
Que se colocam em meu caminho

Quisera, oh Senhor,
Que todos os atos por mim praticados,
Fossem na certeza
De que por Vós fossem aprovados

Quisera Senhor, que todos aqueles
Que me procuram para que eu os oriente,
Ouçam de mim,
O que Vós a eles diria...


Marcos Antônio de Souza – Adj ANORO
*** Presidente ***




PREFÁCIO DO FASCÍCULO III


                   Caro Médium:

                   Agora que você já leu os Fascículos l e II e, pro­vavelmente, já tem alguns meses de prática no Templo do Amanhecer, você estará em condições de en­tender melhor o que este terceiro volume tem para lhe dizer.

                   Você irá notar que os termos começam a ser um pouco mais difíceis, ter um aspecto mais científico e até mesmo que o livro entra em considerações filosóficas.

                   Não pense que isso está acontecendo porque nós julgamos que você se matriculou na Universi­dade ou coisa parecida. Não, é que agora temos uma certa idéia de que você já está sintonizado com a Corrente, que sua Mediunidade já se abriu, que seus "chakras" estão mais ativos.

                   A terminologia aqui usada é a mesma que você estará ouvindo de seus Mestres e seus Instrutores. É importante que você se familiarize com essas pala­vras porque elas revestirão suas atividades.

                   Pode ser que você atenda uma pessoa e ela ma­nifeste o desejo de tomar um Passe. Você a conduz, mas naquele instante e nos instantes seguintes, você estará mentalizando a transferência de energias que o referido Passe representa.

                   Agora, se você é um leigo, um Paciente ou um leitor casual deste manual, procure os Fascículos 1 e II, que irá entender melhor o que aqui estamos tratando.





Marcos Antônio de Souza – Adjunto ANORO
*** PRESIDENTE ***


















FASCÍCULO III


                   1  O Templo do Amanhecer


                   Se você assimilou as coisas fundamentais que ficaram registradas até este ponto, irá ter con­dições para compreender a função do Templo em seus vários aspectos. Antes, porém, é bom que conheça algo a respeito de templos através dos tempos.

                   Você sabe agora que nós, no Vale, vemos o Mun­do como algo acima da nossa capacidade de verifi­cação, em termos de "como" e “porquê". A Huma­nidade não sabe, nem pela Ciência e nem pela Religião, porque o nosso Planeta foi criado ou quando isso aconteceu. Tudo que sabemos é como ele se apre­senta em alguns aspetos físicos e funcionais. Doutrinariamente, nós o vemos como uma espécie de Escola para Espíritos, com as coisas sempre incertas e inseguras, verdadeiros testes permanentes para seus habitantes. Seu passado e as coisas que acon­teceram antes existem para nosso conhecimento em termos de algumas coisas escritas e outras tantas ruínas em pedra. Esses testemunhos são vistos, em cada geração, pela maneira de ver dessa mesma gera­ção, conforme a interpretação do momento.

                   Nessa altura você estará se perguntando o que terá isso a ver com o nosso Templo, não é verdade? Então procure seguir o nosso  raciocínio e  irá entender. Assimile a idéia conforme as coisas se apresentem aos seus sentidos. Vejamos o que nos diz o Professor Silveira Bueno no seu "Grande Dicioná­rio Etimológico Prosódico da Língua Portuguesa, Edição Saraiva, 1967": "Templo – s.m. Igreja, lugar dedica­do ao culto divino. Latim, "templum", nos tempos antigos, o quadrado descrito pelos áugures (o grifo é nosso) já em terra, já imaginariamente no céu, den­tro do qual observavam o vôo das aves e outros fenô­menos, interpretando-os como favoráveis ou desfa­voráveis segundo a superstição da época".

                   A língua latina já existia mil anos antes da vinda de Jesus. Foi nessa língua que se conceituou a pala­vra "templum" que em português se pronuncia “Tem­plo". A palavra "áugures" significa adivinho ou a pes­soa que adivinha. Conclui-se então, que "Templo" significa um local delimitado no chão e imagina­riamente no céu, isto é, no ar, em cujos limites os fenômenos observados preconizavam as coisas que iriam acontecer, de bom ou de mau. O "quadrado descrito”, isto é, o local indicado, dá a entender que as informações buscadas só seriam encontradas ali e não em outro lugar. Se as aves vinham voando, esse vôo somente significaria alguma coisa no mo­mento em que cruzava aquele espaço acima do qua­drado. Porque?

                   Tudo indica que naquele pedaço de chão havia algum tipo de força, de energia que diferenciava o espaço acima dele de alguma forma. Por outro lado, as interpretações eram feitas apenas pelos áugures, o que significava que só eles sabiam o segredo ou tinham a sensibilidade para aquele fenômeno sutil. Em nossos dias, fato semelhante é descrito, com riqueza de detalhes, por Car­los Castanheda no seu livro "Viagem a Ixtlan" e ou­tros do mesmo autor.

                   Resumindo: para operar um "templum" era ne­cessário haver um pedaço de chão com condições di­ferentes e indivíduos também com condições diferen­tes. Transportando esse fato para o Templo do Ama­nhecer, nós temos um pedaço de chão ionizado e pes­soas mediunizadas.

                   A palavra "íon" significa átomo eletrizado e, embora as propriedades dos Íons sejam cientificamente complexas, nós sabemos que eles são partículas encontradas nos raios solares. O Sol é pois, a fonte da energia que ioniza o Templo. A Lua por sua vez atua em termos de partículas negativas, diga­mos assim, de íons diferenciados dos íons solares. Assim nós temos duas energias básicas concentra­das no espaço do Templo. É lógico que o mesmo fe­nômeno atua sobre toda a superfície do Planeta. No Templo, porém, ele é dirigido, concentrado pela força dos Médiuns.

                   Conclui-se daí que há uma relação di­reta, entre as energias que chegam de fora da Terra, e a energia que é emitida pelos seres que habitam o Planeta, nesse caso nós os Seres Humanos e, especificamente no caso de nosso Templo, nós os Mé­diuns.


                   Meu caro Aspirante, procure nos perdoar tanta complexidade para explicar uma coisa tão simples. A razão é que você precisa compreender e assimilar que ser Médium com M maiúsculo é muito mais im­portante do que habitualmente se pensa. O Templo do Amanhecer é uma potente Usina de Energia Cósmica, concentrada num espaço relativamente peque­no e ele não funciona sem os catalisadores que são os Médiuns.

                   Assimilado isso, você irá começar a entender o simbolismo da Pira que divide o Templo em dois. Chegue perto dela, olhe com atenção e você irá en­contrar claramente representados a Terra, o Sol e a Lua.

                   A partir desse conhecimento, você ficou sabendo o mecanismo de sua participação na Corrente. No Templo existem energias recebidas do Sol e da Lua e em você existem energias que partem de você mesmo. Da manipulação desses vários tipos de ener­gias é que resultam a cura, a desobsessão e reequilíbrio das pessoas que nos procuram.

                   Agora vamos percorrer juntos o recinto do Templo, como se você fosse um visitante e estivesse curioso para saber. Antes, porém, vamos falar sobre a Estrela que fica em frente ao Templo (Templo Mãe), chamada "Es­trela de David".

                   David foi um Rei de Israel, cerca de 1.000 anos antes da vinda de Jesus. Entre outras coisas, diz a lenda que ele combateu o gigante Golias, munido apenas de uma funda (objeto para o arremesso de pedras). Ele também estabeleceu o Reino de Judá em Jerusalém como  Capital, levando a Arca da Aliança.

                   Naturalmente, as coisas que ele realmente fez se tornaram lendas e alegorias. Mas o fato funda­mental é que ele ficou sendo o autor do símbolo do "Hexagrama" ou seja, dois triângulos equilá­teros cruzados. Para diferenciar os dois triângulos, eles eram entrelaçados. Eles simbolizavam o Bem e o Mal, o Jeovah Preto e o Jeovah Branco, o Positivo e o Negativo. Tudo isso resulta num símbolo mais amplo: a Subida e a Descida do espírito, igual a Invo­lução e a Evolução.

                   É bom que você saiba pelo menos isso dessa estrela, uma vez que ela está em quase todas as par­tes do Templo, no Escudo do Médium Iniciado e até nos pára-brisas dos carros. Só que a nossa estrela não é entrelaçada e nem mesmo se distingue os dois triângulos. Isso porque a nossa Corrente simboliza a Síntese mais do que a Análise.



                   Também é bom que você saiba que não foi David quem inventou essa Estrela. Ela sempre existiu na natureza, na formação de cristais e outras coisas. Talvez por isso ela seja um símbolo Eterno. O impor­tante é que você saiba que seu uso pela nossa Cor­rente não implica filiação alguma a outros grupos religiosos ou doutrinários.

                   Voltemos agora à nossa estrela em frente ao Templo. Nela você verá uma seta atravessada que simboliza Seta Branca e um trecho de uma de suas mensagens:

                   "... Filhos - O Homem que tentar fugir de suas metas cármicas ou juras transcendentais será devorado ou se perderá como a ave que tenta voar na escuridão da noite...".

                   Essa advertência está im­plícita na própria estrela: metas cármicas são o triângulo da descida; juras transcendentais estão con­tidas no triângulo de subida.

                   Logo em seguida, no anteparo da porta, você encontra o trecho do Evangelho de João 14:06 que diz:

                   "Eu sou o caminho da verdade e da vida; nin­guém vai ao Pai senão por mim"

                   Dentre os profun­dos significados dessa frase do Mestre Jesus, nós destacamos o sentido do "EU" ou seja a sede da de­cisão, o centro do livre arbítrio, da responsabilidade individual. Essa é a base da Doutrina do Amanhecer.

                   2  A Pira


                   A Pira representa o centro de controle do Templo e, ao mesmo tempo, é uma síntese da Doutrina do Amanhecer. O observador colocando-se de costas para a imagem de Jesus verá o seguinte: a Terra, representada pela base; o Sol à sua esquerda e a Lua à sua direita. No Centro, está colocada a Presença Divina. Essa figura não é privativa de nosso Templo e é encontrada em uso em outros grupos iniciáticos. Ela representa os 7 planos do Homem, ou seja do Espírito Encarnado na Terra com seus 7 raios de for­ças. No centro, na parte espelhada, está represen­tado o Corpo Físico, seu sistema nervoso, os 7 ple­xos, seus "chakras" correspondentes e o sistema cir­culatório do sangue. O sangue venoso e o sangue arterial representam os pólos positivos e negativos. O círculo maior destaca o Plexo Solar e seu respecti­vo "Chakra" umbilical. As duas taças representam o sangue que fornece o ectoplasma. As duas setas, uma subindo e outra descendo simbolizam a macro­circulação. Temos então representados o microcosmo que é o Homem e o macrocosmo que representa seu Universo. As estrelas simbolizam Mayanty e as nossas casas transitórias.

                   A imagem de Jesus fica na parte onde se encontra a Cruz do Cristianismo e a figura de Jesus, o Caminheiro.

                   O conjunto de Tronos dos Pretos Velhos. É o setor da desobsessão, da desassimilação de cargas negativas.





3  O Fluxograma do Templo

                   O recinto do Templo é dividido por uma linha imaginária que parte do local onde está o quadro de Pai Seta Branca e termina na parte traseira do anteparo da entrada. Ao ser aberta a Corrente, o conjunto de forças é emi­tido, como se fosse um feixe de raios, partindo da Pira e convergindo para a Mesa Evangélica, até atingir o anteparo da entrada. Outro feixe parte da Pira até atingir o local onde está o quadro de Pai Seta Branca.

                   Essa é a razão principal pela qual o Médium deve abrir os braços ao cruzar essa linha. Recebendo a força no plexo Solar (na frente ou nas costas) com os braços abertos ele estabelece uma descarga. Se cruzar sem esse gesto ele pode tomar um choque.

                   Além do aspecto horizontal, as forças percorrem o Templo de cima para baixo como se fossem colunas de luz. Elas caminham "penduradas" no teto e no sentido dos ponteiros do relógio.

                   Os bancos em que os pacientes se sentam fica do lado esquerdo. Enquanto as pessoas esperam o atendi­mento, elas vão sendo trabalhadas pela Corrente. A parte mais ativa das cargas magnéticas, trazidas pe­las pessoas, vai sendo absorvida pela Mesa Evangélica, mesmo que ela não esteja funcionando. Ao chegar aos Tronos, o Paciente já está melhor preparado para receber o tratamento. É por isso que não é de bom alvitre uma pessoa ser atendida nos Tronos ou na Cura tão logo chegue ao Templo.

                   A circulação deve ser feita de preferência en­trando pelo lado esquerdo e saindo pelo direito, seguindo o sentido dos ponteiros do relógio.

                   O Médium ao fazer a preparação recebe as for­ças diretamente da Pira. Por isso não é preciso fazer a reverência ao Cristo, a menos que esteja em trân­sito do lado de fora da Parte Evangélica.

                   Em dia de Trabalho não deve haver cir­culação de pessoas sem uniforme na Parte Evangélica, nem mesmo sendo Médium da Corrente.

                   Nem Médiuns e nem profanos devem entrar no recinto da Iniciação, sob pena de tomarem um choque magnético, a menos que estejam a serviço das Iniciações.

                   4  Suas Energias Humanas


                   Se você assimilou tudo que foi dito até aqui, principalmente o que é realmente o Templo, você en­tão sabe que está lidando com energias de vários tipos. São elas que curam, que resolvem os  seus problemas e os problemas dos Clientes. A partir daqui preste muita atenção e procure entender bem, pois disso depende o seu futuro de Missionário.

                   5  Cura espiritual


                   A cura é a primeira palavra que você precisa conhecer e saber o que é. Pelo dicionário, "curar" quer dizer sanar, cuidar, velar pelos interesses de alguém. Pela nossa Doutrina, curar significa reequili­brar uma pessoa, não somente em relação aos pro­blemas que ela apresenta, mas também ajudá-la a en­contrar seu caminho Espiritual e ter alguma coisa em que se apoiar daí para a frente. Por isso nós usamos a expressão “Cura Espiritual".

                   Logo, tudo que fazemos no Templo é Cura, em­bora a gente costume dizer que Cura é o trabalho feito na Sala de Cura, quando a pessoa apresenta distúrbios físicos. Isso é apenas uma questão de cos­tume, uma vez que as pessoas só se consideram doentes quando têm sintomas de distúrbios físicos.

                   6  Forças e Energias


                   Outras duas palavras que você precisa entender com muita clareza são "Forças" e "Energias". Elas não são exatamente sinônimas, isto é, não significam exatamente a mesma coisa mas, no seu emprego elas se confundem. Por isso a gente usa "Força" ou “Energia", conforme o emprego. Pela origem de am­bas, Força deriva de "Forte", o que tem Força; e Ener­gia deriva de Trabalho, ou seja, de Força Direcionada, empregada em alguma coisa.

                   No item da descrição do Templo do Amanhecer, você já se familiarizou com a idéia de Forças e Ener­gias. Você então ficou sabendo que existem Forças e Energias circulando no Templo. Percebeu também que existem Forças de fora e Forças que partem de você mesmo. Resumindo, você agora sabe que no Templo são manipuladas Forças do Médium e Forças que chegam de fora dele. Vamos tentar com o máximo cuidado descrever essas forças.

                   Comece por se lembrar do que dissemos a res­peito da Pira, quando mencionamos a microcircula­ção e a macrocirculação. "Macro" quer dizer grande, e "micro" quer dizer pequeno. "Microcirculação", significa a movimentação de forças dentro de você e "macrocirculação" é a movimentação de forças dentro do Templo.

                   7  Trabalho


                   Vamos fazer uma pequena pausa e recapitular, para que possamos entender com simplicidade, as coisas que acontecem no Templo e em cada Médium, particularmente em você.

                   Até agora você ficou sabendo que o Templo se divide em partes básicas e que existe um "Fluxograma" da circulação das forças no seu interior.

                   Também você ficou sabendo o que significam as palavras "Cura", "Força" e "Energias". Vamos então aprofundar um pouco o assunto.

                   Mentalize três aspectos diferentes desse con­junto de idéias: a inércia, o movimento e o resultado. Para isso se tornar mais fácil ainda vamos comparar com  um  automóvel.


                   Um  carro  parado  repre­senta uma força, uma energia inerte. No momento em que ele é posto em movimento, ele significa um conjunto energético, força em movimento. Isso quer dizer "trabalho", o carro está "trabalhando". Ele en­tão leva pessoas ou cargas a algum lugar e esse é o "resultado”.

                   Observamos agora esse carro em movimento. No seu interior existe um mundo de forças que se transformam em energias, em trabalho; essas for­ças são tantas que a gente nem tem capacidade para descrevê-las todas: a gasolina, a eletricidade, o calor, o atrito, o peso, a água, o ar, o fogo, a idade etc. Isso sem mencionar o motorista, os passageiros e as cargas que possam estar nele.

                   No seu exterior, isto é, fora do carro, nas ruas ou nas estradas, outro mundo de forças influenciam e são influenciadas pelo nosso carro em movimento: o ar, a luz, os ruídos, as ladeiras ou descidas, os ou­tros carros, os sinaleiros, os avisos de trânsito, a chuva ou sol, as curvas, enfim, são tantas as forças que a gente não tem também capacidade para des­crevê-las todas.

                   Mas, de tudo isso, o mais importante para nosso esclarecimento doutrinário, é distinguir que há uma diferença no tipo de forças que causam toda essa complicação: Forças Físicas e Forças Psicológicas. Quando o motorista lê numa placa na beira da es­trada: "Cuidado, escola" ele aceita a advertência do aviso e torna-se mais cauteloso. Nesse caso ele obe­deceu a uma Força Psicológica. Se logo em seguida ele levanta o vidro da janela, para evitar que a chuva o molhe, ele obedeceu a uma Força Física.

                   Naturalmente não é fácil a gente distinguir os aspectos psicológicos e os físicos das Forças que atuam sobre nós. Mas, se aplicarmos o bom senso, o senso comum de observação, nós podemos fazer uma razoável separação.

                   Vejamos o que podemos fazer para você distin­guir em você o que é Físico e o que é Psicológico.

                   Você se alimenta e respira, e a comida e o ar se transformam em Força Física, isto é, você é capaz de se movimentar, trabalhar, mover objetos, etc. Essa força lhe permite a existência física e, como Médium, "existir" fisicamente no Templo.

                   Você apreende, pensa, tira conclusões e as coi­sas apreendidas se transformam em Forças Psicoló­gicas, isto é, você é capaz de entender, tomar decisões, amar, gostar, sentir-se feliz ou infeliz. Essa força lhe permite a existência Psíquica e, como Mé­dium "existir”  Psicologicamente no Templo.

                   Você aperta a mão de um amigo e diz: "Como tem passado?". Nesse gesto você usou a força física para apertar a mão e a força psicológica para fazer um gesto de cortesia para com seu amigo.

                   A palavra "Física" deriva da palavra grega "phy­sike" que vem de "physis" que significa natureza. A palavra “Psíquico" deriva da palavra grega "psykhê" que quer dizer Alma. Por isso nós podemos dizer, "Força Psicológica" ou "Força Anímica".

                   8  Forças Físicas e Psicológicas


                   Cremos que com o que foi dito até agora, você já pode considerar-se consciente do fato de que é uma Usina Receptora e Emissora de Forças e que vive dentro de uma Usina Maior que é o mundo que o cerca. Também já deve ter se compenetrado de que existe uma variação no tipo de Forças que atuam sobre você, podendo separar razoavelmente o que é Força Física e o que é Força Psicológica.

                   Daqui para diante, vamos observar um outro fato, um tanto subjetivo, mas que será a porta de entrada para seu mundo Iniciático, o mundo invisível e subja­cente em todos os atos humanos. Tomemos de novo o surrado exemplo do automóvel em movimento con­duzido pelo nosso motorista.



                   Enquanto o carro anda, o motorista obedecendo os regulamentos de trânsito, o mecanismo funcio­nando perfeitamente e os dois seguindo uma rota, um outro mundo de forças está atuando sobre eles, um mundo subjetivo e indefinido.  Por exemplo, quando ele olha para a placa "Cuidado, escola!" e au­tomaticamente diminui a velocidade, um mundo de coisas que se referem a crianças atravessa rapida­mente a sua consciência. Ele pode se lembrar da sua infância, dos seus filhos, da oportunidade que ele perdeu não estudando, da filosofia educacional do Brasil, da meiguice das crianças, etc.

                   Aquela placa, por sua vez, representa o fato de que existe preocupação das autoridades com a segu­rança das crianças, que existe um cuidado, que existe uma filosofia de educação dos motoristas, que é uma cidade organizada, que trânsito é um negócio peri­goso, etc.

                   Você percebeu? Não são apenas os estímulos físicos e psicológicos, objetivos, que representam Forças Físicas ou Psíquicas atuantes no ato, no tra­balho que está sendo executado, que estão em ação; também outras forças atuam e determinam os esta­dos de ânimo ou desânimo do motorista. Esses es­tados por sua vez atuam sobre o mecanismo do carro e influem no comportamento mecânico da máquina. Ele freia com violência, esquece de abastecer ou de parar para colocar água no radiador, etc.

                   Todo estímulo resulta de um movimento energé­tico, todo estímulo é uma força. A placa "Cuidado, escola!", além da força das palavras em si, repre­senta a força administrativa, governamental, o poder dirigente, a organização política, a filosofia civilizatória do País e etc.

                   As reações do motorista representam as forças atávicas, subconscientes, a educação recebida, os fa­tos particulares da sua própria vida, as atitudes que ele tem tomado em relação às crianças, enfim, seus conceitos e preconceitos.

                   9  Recepção e Emissão


                   A partir daqui nós sabemos, pelo bom senso, sem complicação alguma de ordem intelectual, que tudo que se move e age no Planeta, até mesmo uma pedra, inerte na aparência sensorial, existe e age por recepção e emissão de forças e energias. Assim é nosso organismo físico, assim é nossa alma e assim é nosso Espírito.

                   Cada movimento do nosso corpo, cada sensação de nossa alma e cada deliberação de nosso espírito, tudo acontece por meio de energias que se transformam em forças e forças que se transformam em energias. Vamos agora considerar essas energias e forças em relação apenas a nossa posição de Médiuns e nossa Missão Crística.

                   O Corpo elabora a Energia Física, a Alma produz a Energia Psíquica e o Espírito fornece a Energia Es­piritual. Assim sendo, o ser humano tem uma fase Física, uma Psíquica e termina com a Espiritual. No começo o ser humano só é movido pelo instinto de sobrevivência física, no período que vai desde a sua gestação até mais ou menos 7 anos de idade, começa depois sua elaboração psicológica até aos 14 anos e a partir daí entra nos contatos transcendentes que vão até o fim de sua vida. Como você já sabe o sufi­ciente sobre a questão Físico-Psíquica, daqui para frente trataremos apenas da questão de suas Forças Mediúnicas.




                   10  Suas Forças Mediúnicas


                   A Força Mediúnica é de ordem Transcendental, isto é, ela ultrapassa os limites da educação, dos há­bitos e da situação física. Mas quaisquer que sejam suas manifestações, elas aparecerão sempre no seu comportamento humano, através de sua personali­dade, pois você sendo o veículo, é lógico que não existe outra forma. Só que quando essas forças se manifestam, elas produzem atitudes que são conside­radas anormais. Isso porque toda a ciência e toda a religião existente em nossa Civilização consideram apenas a existência da Alma e do Corpo e, como con­seqüência, qualquer fenômeno mediúnico é rotulado apenas como uma anormalidade da Alma uma manifestação patológica, isto é, considera-se como um desequilíbrio mental ou físico. Se o fenômeno acon­tece em termos religiosos, ou melhor, se a forma de apresentação se enquadra em alguma Crença Religiosa, ele então é chamado de Milagre.

                   Atualmente, face ao crescimento das manifesta­ções mediúnicas, a ciência e as religiões oficiais ten­tam criar uma explicação racional e para isso criaram um novo método científico chamado "parapsicologia". Essa ciência cataloga os fatos mais exóticos da Mediunidade, e procura provar que se tratam apenas de Forças que alguns indivíduos possuem mas que são dele mesmo, não vêm de parte alguma. Esta atitude é coerente com a ciência oficial que simplesmente nega ou desconhece a existência do Espírito Trans­cendental – para a Ciência só existe o indivíduo a partir do seu nascimento e que deixa de existir com a morte. Para o religioso, o Espírito é algo abstrato e na falta de um conceito mais razoável, o identifica com a Alma. Por isso as religiões oficiais não aceitam a idéia da Reencarnação.

                   Na verdade, as Forças Mediúnicas são estimuladas pelo seu Espírito e, sendo algo que já existiu antes, que já ocupou outras personalidades, que teve muitas experiências, as Forças de que ele é portador estão além das Forças puramente Físicas e Psicoló­gicas da sua atual personalidade.

                   Mas, assim como suas Forças Psicológicas repou­sam nas suas Forças Físicas – é lógico que você não poderia falar se não tivesse uma boca e etc., suas Forças Mediúnicas repousam sobre suas Forças Físi­cas e Psicológicas.

                   A base da manifestação Mediúnica é o Ecto­plasma, o Fluído Magnético Animal que é produzido no organismo.

                   Esse Ectoplasma varia em teor e quan­tidade conforme suas metas Cármicas, conforme o programa que seu Espírito tem a cumprir na Terra. É por isso que cada Médium tem a sua própria Mediunidade e, embora ela seja sempre a mesma na base, ela varia conforme o uso que você fizer dela. Vamos dar-lhe um exemplo bem simples e verificável para que entenda bem isso: a maioria dos Mé­diuns quando começa a se desenvolver apresen­ta um entusiasmo e uma pressa de trabalhar fora do comum. Se é um Médium de Incorporação, ele incorpora a todo momento, demora para desincorporar e dá verdadeiros "shows" de Mediunismo. Entre­tanto, passados apenas alguns dias de Desenvolvi­mento, ele esmorece, tem dificuldades para sintoni­zar-se com seu Mentor, começa a achar que não é mé­dium Apará e chega a pedir para passar a ser Dou­trinador.




                   Isso acontece pela simples razão que ele chega carregado com seu próprio ectoplasma, acumulado desde o momento em que sua Mediunidade começou a se manifestar, e que foi subindo além de suas for­ças, além do seu padrão normal. Isso quer dizer que ele vem com mais Energia do que sua Força suporta. Esse exemplo completa seu entendimento do que se­jam Forças e Energias.

                   Todo Médium tem uma "Força"  Mediúnica e com essa Força manipula vários tipos de Energias, con­forme seu programa de trabalho. Essas energias são muito variáveis e se torna desnecessário descrevê-las todas aqui.

                   Mas, para seu melhor entendimento, vamos ci­tar alguns exemplos. Há Médiuns Aparás que têm força para manipular energias do Povo das Águas, outros dos Pretos Velhos e outros dos Caboclos. Em­bora ele possa trabalhar com todas essas Falanges. há sempre uma que é sua Força Predominante. É com base nisso que é identificado o seu Guia Prin­cipal ou Mentor. Os outros Guias, pertencentes a outras Falanges, trabalham com o Médium na "Linha" predominante do Médium. Assim acontece também com os Doutrinadores cuja força principal é caracte­rizada pela sua Princesa.

                   11  A consciência das próprias Forças


                   A Força, ou capacidade de manipular Energias já vem com a pessoa, faz parte do esquema de trabalho que seu Espírito preparou para sua trajetória no Pla­neta. Mas, assim como a pessoa desconhece o seu Carma, ele também não conhece as suas Forças. O Carma vai sendo conhecido na proporção que os fatos vão acontecendo e o mesmo se dá com as forças. É no momento da tragédia, do acontecimento difícil, que a pessoa descobre suas capacidades e habili­dades para contornar as coisas.

                   Logo, tanto as tragédias como a capacidade de enfrentá-las, são potenciais dormentes no indivíduo e somente seu espírito as conhece antecipadamente. O espírito da pessoa sabe das dificuldades que ela vai enfrentar e sabe também quais as forças que ela poderá contar para isso.

                   Esse fato fundamental é que nos leva ao Sistema Crístico e um dos seus mecanismos que é o Mediunismo Cristão ou Espiritismo. Pelo desenvolvimen­to Mediúnico, a pessoa aprende a "ouvir" seu próprio espírito e ampliar a visão da sua própria vida. Com isso ela pode prevenir-se, aprender a manipular suas forças e modificar seu Carma até onde lhe foi permi­tido pelo seu próprio programa de vida.

                   É por isso também que a Doutrina do Amanhecer exige um res­peito profundo pelo Livre Arbítrio. Ninguém dá ou tira nada de ninguém, mas apenas uns servem de instru­mento de outros. Alguns nos trazem a dor e outro nos trazem o alívio, mas somos somente nós mesmos que buscamos uma ou outra coisa.

                   O que a Doutrina do Amanhecer nos retransmite são as coisas que nosso próprio Espírito tenta nos "dizer", e nós habitualmente não entendemos. Nisso consiste também a essência do Sistema Crístico e da Escola do Caminho de Mestre Jesus. Pela Lei do Perdão, do Amor, da Tolerância e da Humildade, a pessoa se esclarece, se torna sensível à direção de seu espírito e se equilibra consigo mesma. Equili­brado e consciente de suas forças o Ser Humano re­toma o seu caminho com tranqüilidade, sabendo para onde vai e o que quer da vida.



Pai Nosso

Pai Nosso que está nos Céus, e em toda parte
Santificado seja o Teu Santo nome

Venha a nós o Teu reino

Seja feita a Tua vontade
Assim na terra como nos círculos espirituais
O pão nosso de cada dia dá-nos hoje, Senhor!
Perdoa as nossas dívidas, se nós perdoarmos aos nossos devedores
Não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal
Porque só em Ti brilha a luz eterna
A luz da Glória, do Reino e do Poder
Por todos os séculos sem fim.






Marcos Antônio de Souza – Adjunto ANORO
*** PRESIDENTE ***