A ENERGIA ESPIRIUAL- CONDUÇÃO E AÇÃO

A ENERGIA ESPIRIUAL- CONDUÇÃO E AÇÃO
 
                Salve Deus!
 
                Existe em todos nós uma busca incessante por definições e posicionamento do que é bem ou mal, certo ou errado. Nossa visão humana é definida pelos conceitos ditados por nossa sociedade, ficando, portanto, essa condição de julgar ou aferir, baseada nos costumes de cada povo ou sociedade.
                Um filósofo colocou que o mal seria o bem torturado pelas dificuldades existenciais, e Tia Neiva nos deixou uma afirmação um quanto tanto inquietante: “Acima de nossas cabeças quem pode afirmar o que é bem ou que é mal”; o Primeiro Mestre Sol Trino Tumuchy nos faz a seguinte colocação: Um assassinato aqui na terra é um crime que é passível de severas punições, enquanto que para o plano espiritual pode ser apenas um reajuste.
Um espirito sofredor pode estar  causando situações prejudiciais a uma pessoa sem no entanto aperceber-se disso. Sua  mente,ou sua consciência pode estar alterada, não lhe dando uma condição de avaliar suas atitudes e ou ações. O espirito quando está no plano espiritual sua condição psicológica ou mental atende e reage segundo sua consciência desse novo plano, as energias veiculantes nesse ambiente variam segundo o grau evolutivo do mesmo. Os vários planos espirituais existentes ou dimensões são separados por faixas vibratórias e os espíritos tem que se adequar a essa condição energética. Um espirito não pode ultrapassar essas faixas vibratórias, ou melhor, somente os espíritos evoluídos ou de luz,  podem migrar entre as faixas dimensionais, pois sua densidade molecular é extremamente sutil , facilitando assim essa migração entre os diversos planos. Segundo Tia Neiva a energia vigente em nosso planeta é muita densa, e mesmo Pai Seta Branca e sua corte quando sai para nos assistir é necessário que seus  auxiliares formem uma barreira de forças para que possam nos assistir em nossos templos.
                Como estamos falando sobre forças ou energias vamos pensar como elas acontecem nos locais ou regiões de nossa doutrina chamadas de templos abertos.
                No advento da construção do Templo Mãe, o Mestre Antônio Maria ,(ele foi o Mestre que ajudou Tia na construção dos templos da UESB ao vale, desencarnou em 1995), nos informou que Tia olhava para o céu e marcou no chão com uma varinha a estrela para ser  construída. A palavra templo é originária, do latim templum , que era o local escolhido pelos sacerdotes que vislumbravam o céu em busca de uma já ela interdimensional ou o que chamamos comumente de portal de desintegração, ali construíam seus templos, onde aquele local era favorável a troca ou intercambio de energias.
Sabemos que existem várias formas de veicular uma energia, e esta por sua constituição atômica variada, percorre de um ponto a outro utilizando os mais variados mecanismos de transmissão. A energia quando é  direcionada ela não percorre ou viaja a esmo no espaço, a não ser a força esparsa , que é uma parcela de energia que se desgarra, é necessário que a energia tenha um agente emissor e outro receptor. Também sabemos que a energia espiritual atravessa várias barreiras , inclusive os elementos utilizados na construção de nossos templos, como telhas, paredes e etc. não interfere na sua  movimentação, ou corrente mestra canalizada ou direcionada a Pira, a qual movimenta todos os trabalhos nos templos do Amanhecer.
Mas em contrapartida, Tia Neiva nos afirma que as mãos engorduradas dos médiuns isola-os  em relação ao uso de sua mediunidade. Partindo dessas informações podemos deduzir que quando Tia Neiva idealizou e implantou alguns trabalhos que são executados fora do templo, vamos entender que os mesmos devem ter uma interação total com o ambiente que os circunda. A estrela candente e o conjunto da unificação, é um de nossos ambientes mais importantes que funcionam a céu aberto. Ao pensarmos na estrela candente observamos que a mesma é composta de vários setores.  O primeiro local da partida da jornada é  de frente a cabine de comando. Ali os médiuns se reúnem para começar a sua jornada . O comandante prepara os médiuns, e o primeiro passo é a junção de forças ou coroamento. Munidos de escrava, suas forças , o médium após a abertura do trabalho sobre a Cachoeira faz a reverencia aos elementos da natureza, água, terra, sol, lua. Partem para tomar o sal e o perfume, ionizando-se para entrar no sagrado, na cabala, dois triângulos entrelaçados, simbolizando a evolução do espirito e nossa meta cármica, em seu centro uma elipse coleta e emite as forças para  modificar, transmutar, quantificar e qualificar espíritos e suas energias  num processo de limpeza ou reorganização molecular. A energia condensada, acumulada, densa adquirida na trajetória de espíritos que se desviaram do processo evolutivo normal, por sua similaridade com padrão vibratório baixo daquele espirito, agrega, acumula em seu peri-espirito, modificando sua forma original. Para essa individualidade transitar nos planos inferiores onde a própria energia veiculada é de baixa densidade molecular ele sofre alterações em sua forma de apresentação, ou seja, assumem por vezes formas animalesca. Muito embora, o espirito sofredor não enxerga, ele sente, usa sua condição olfativa para interagir em seu ambiente.
Como necessita de energias pesadas para poder alimentar-se e, consecutivamente aumentar sua força e raio de ação, alimenta-se de ectoplasma humano . Nesse processo de busca de e a constante batalha entre sofredores, ora assumindo controle sobre os demais, ora sendo controlado, a graça divina lhe chega e seus mentores resolvem conduzi-lo a sua caminhada evolutiva e ele é conduzido a estrela.
A alimentação para que esse espirito possa ser reconduzido aos hospitais é retirada do plexo dos doutrinadores. Ao deitar-se nos esquifes de seu plexo uma forma gelatinosa é deixada no esquife. Logo depois é feito a puxada, na verdade essa ação é uma abertura na relação tempo e espaço, e aquela individualidade pela ação magnética dos passes do Doutrinador é realizada sua  desimpregnação sendo aquele espirito conduzido a Amacê no processo da reintegração e onde é levado aos hospitais para sua recuperação.
O conjunto da estrela e unificação é operado de forma diferente. Tia Neiva ao criar esses ambientes a céu aberto nos sinalizou na própria condução do ritual, como por exemplo: Na força do Sol, preenchimento pelos esquifes amarelos, força da Lua ,preenchimentos iniciado pelos esquifes azuis. Outra situação é  própria doutrina que é realizada pelos Doutrinadores “que estão na presença divina do sol e da lua”.
Tia Neiva nos alertou que não devíamos desafiar a natureza, que quando fossem começar um trabalho de estrela , se estivesse chovendo ,pode o comandante do trabalho ter a regalia de ler a lei na cabine. Mas, uma vez iniciado o ritual, não devem os médiuns interrompe-lo. Através dessa citação podemos compreender que Tia Neiva poderia ter coberto a estrela, mas não o fez.
Encerrando nossa divagação sobre certo errado bem e mau, concluímos que na maioria das situações o ser humano é intuído , é levado a cometer ações denominadas como maléficas por uma interferência espiritual, portanto nossos templos estarão sempre a postos para amenizar essa ação.
 
Gilmar
Ad Adelano